
A luz desmaia num fulgor d’aurora,diz-nos adeus religiosamente...
E eu que não creio em nada, sou mais crente do que em menina, um dia, o fui... outrora...
Não sei o que em mim ri, o que em mim chora, tenho bênçãos de amor pra toda a gente! E a minha alma, sombria e penitente Soluça no infinito desta hora!
Horas tristes que vão ao meu rosário... ó minha cruz de tão pesado lenho! Ó meu áspero e intérmino calvário!
E a esta hora tudo em mim revive: saudades de saudades que não tenho... sonhos que são os sonhos dos que eu tive...
Não sei o que em mim ri, o que em mim chora, tenho bênçãos de amor pra toda a gente! E a minha alma, sombria e penitente Soluça no infinito desta hora!
Horas tristes que vão ao meu rosário... ó minha cruz de tão pesado lenho! Ó meu áspero e intérmino calvário!
E a esta hora tudo em mim revive: saudades de saudades que não tenho... sonhos que são os sonhos dos que eu tive...
Fonte do texto: do Livro "A mensageira das violetas" de Florbela Espanca
oi Lu,
ResponderExcluirgosto muito dessa portuguesinha cheia de emoção...
linda escolha!!!
beijinhos